quinta-feira, 14 de outubro de 2010
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
Hum...
- My candle burns at both ends
It will not last the night;
But ah, my foes, and oh, my friends -
It gives a lovely light.
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
Probre actriz.
Depois de mais uma noite de trabalho, ela chegou a casa. À sua pequena e acolhedora casa no centro da cidade. Tirou os sapatos, e abriu as janelas. Entrou a brisa da noite, já não tão quente como outrora, mas ainda agradável e doce, abraçou-a e ela inspirou-a como se fosse um perfume de Outono. No seu antigo giros discos meteu a sua amiga Billie a girar… Hum...que prazer. Acendeu as velas que decoravam a pacata e confortável salinha. Na cozinha abriu uma garrafa, encheu o seu copo. Foi aconchegar-se no seu recanto, o sofá redondo, que acompanhava a redonda janela com vista para o parque. Aninhou-se e acendeu o cigarro… Bebericava suaves tragos do bom vinho que gentilmente lhe aquecia o corpo e alma. E levemente ia fumando o seu vicio... Escutava com saudade o som antigo que gemia do gira discos… Pobre actriz, daquele teatro de fundo de rua escura onde apenas entre quem o sabe, encontrava no seu sofá, já coçado do tempo, o maior prazer do dia. Fazer amor com a sua mente…
E entre o fumo do cigarro, a luz tremula das velas reflectida no vermelhão do vinho espelhava no vidro a sua face, pálida, mas feliz…
sábado, 2 de outubro de 2010
terça-feira, 21 de setembro de 2010
Hoje foi assim…
Sem muita paciência, aquece-se uma sopa, e prepara-se um simples hambúrguer.
Mas entretanto, algo surge.
Uns bocadinhos de manga, madurinha, mesmo no ponto, umas natas cremosas, salpicos de sal e pimenta…e uma pitada de caril! Deixa-se um bocadinho a cozinhar, o doce aroma da manga com o quente do caril começam a pairar pela cozinha.. hum…
Pronto, na mesa está já o prato demasiado grande para o pequeno pedaço de carne acompanhado de um montinho de brócolos. Com todo o carinho que é necessário, coloca-se o molho por cima de metade do hambúrguer, e deixa-se que encha o resto do prato, sem interferir com a pureza do brócolo. Mais umas amarelas pitadas de caril, e C'est fini!
Saboreie cada dentadinha como se fosse a última. E quando foi a última, ficou a apetecer mais… do MEU molho de manga.
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
A alma vivia no olhar.
Um corrupio de pânico serpenteava à minha volta, percebia porquê, não era de esperar.
Mas em mim, ou no que outrora o era, apenas calma. Uma profunda e arrebatadora calma.
E nas entranhas de toda esta calma, começava a surgir algo diferente… Curiosidade. Agora que chegara ao fim desta vida, como a conhecia, o que acontecia?
Passavam já alguns minutos desde que senti o coração parar, e com ele tudo o resto, e não havia ainda paraísos, nem infernos, nem nada. Continuava o meu corpo no chão da sala, naquela bela carpete vinda da Turquia, na viagem do nosso aniversário..
E nada mais acontecia.
Vi os médicos chegar, a tentativa de reanimar o que já não existia.
"Nada a fazer."
E depois, a escuridão.
Fecharam-me os olhos, e então, a verdade...
O nada.




